terça-feira, 10 de maio de 2011

PREVENIR É MELHOR QUE PAGAR

A regra é a mesma para todas as empresas: em tempos de calmaria, aproveite para fazer uma análise de todos os riscos que podem afetar sua empresa, dentro da realidade que ela se encontra - há problemas que não tem hora para acontecer.

Problemas, problemas... toda empresa tem de lidar com eles. O assunto proposto pode parecer um pouco estranho, afinal de contas, praticamente toda empresa tem uma parte de seu orçamento reservado para imprevistos e urgências, certo? Errado. Quem tem acompanhado os noticiários recentemente deve ter percebido que estamos muito sujeitos a improbabilidades - muitas delas fora de nosso controle, infelizmente.

Dentre estes problemas, poderia destacar basicamente dois tipos: os comuns e que podemos controlar melhor, e aqueles mais incomuns, que vêm como uma inesperada surpresa. Podem-se destacar problemas com telefonia e internet muitos comuns, mas não são desses que venho falar hoje. O imprevisível pode vir de dentro da empresa ou, principalmente, de fora dela.

Um grande colega meu, dono de uma empresa de informática, teve que lidar com um "funcionário problemático" há alguns anos. A pessoa vinha trabalhando de forma suspeita e desconfiava que a corda estivesse apertada em seu pescoço, e que provavelmente seria demitido em breve. Após a confirmação da notícia, ele foi desligado. Por garantia, este colega fez uma grande auditoria na empresa, checando acessos e toda a movimentação que o ex-funcionário havia feito em seu último mês. Após ver que alguns dados não batiam, descobriu-se que ele havia armado uma espécie de vírus que destruiria todo o sistema e a base de dados da empresa. Ele estava programado para entrar em funcionamento dali a uma semana. Descobriram em tempo, conseguiram desarmar o vírus e acharam provas de que ele era o culpado.

Esse foi um caso à parte, claro, mas não é difícil ouvir histórias de pessoas que saem com problemas e armam contra o ex-empregador. Seguindo adiante e retomando o início da discussão, não somente o homem pode arruinar empresas, mas também a natureza, e isso está fora de nosso controle.

Grande exemplo recente é a usina de Fukushima, que deveria ter resistido ao tsunami que a afetou, mas quase acarretou um verdadeiro desastre nuclear. O problema serviu de exemplo para que usinas do mundo todo revisassem a estrutura e segurança de suas instalações.

Por sorte estamos livres de ameaças como terremotos e vulcões, mas o Brasil, como um país basicamente tropical, está sujeito principalmente às grandes chuvas e tempestades. Exemplos também não faltam: enchentes na região serrana do Rio de Janeiro em 2011, alagamento em Itajaí em 2008 e em outras regiões de Santa Catarina nos últimos 3 ou 4 anos e, mais recentemente, o alagamento de várias cidades do Paraná e interdição de estradas que ligam o eixo sul-sudeste do país.

Pensando até mesmo em desastres de menor proporção, estamos sujeitos a incêndios (como em estoques), destelhamentos, frio excessivo, geadas, calor excessivo e seca, descargas elétricas, curtos circuitos, quedas de energia, tempestades - todos velhos conhecidos que trazem grandes prejuízos às empresas.

A regra é a mesma para todas as empresas: em tempos de calmaria, aproveite para fazer uma análise de todos os riscos que podem afetar sua empresa, dentro da realidade que ela se encontra. Há problemas que, como eu disse, não tem hora para acontecer. Podem vir de baixo, de cima, de dentro ou fora da empresa e nos afetar de uma maneira que sequer imaginamos. Por tudo isso, é sempre bom rever normas de segurança, se a estrutura está adequada e atualizada e por aí vai. Um gerador reserva pode ser caro, sim, mas trocar o maquinário da empresa toda, isso sim é um grande abacaxi.

Autor: Bernt Entschev, presidente da De Bernt Entschev Human Capital. Headhunter, trabalha na área de Executive Search há mais de 20 anos. Autor do livro "Executivos, Alfaces & Morangos", Bernt também atua como conselheiro de diversas instituições.

Fonte: ITCNET Mail

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